Traquilo e paz

Traquilo e paz

Ninguém é necessariamente bonzinho o tempo todo, a realidade é esta. Não somos perfeitos, logo, onde há bondade demais sem nenhuma reclamação, devemos manter os dois pezinhos lá atrás. Sim. Os dois.

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Ninguém é necessariamente bonzinho o tempo todo, a realidade é esta. Não somos perfeitos, logo, onde há bondade demais sem nenhuma reclamação, devemos manter os dois pezinhos lá atrás. Sim. Os dois. Eu costumo acreditar naquela história do “se eu passar e minha sombra estiver torta na parede, eu volto e passo outra vez”.
Dai você diz: Ah, mas peraí, também não podemos viver desconfiando de tudo e de todos, né?

Ei, olhe em sua volta, é o mundo! Junte-se!
Você é perfeito? Existe alguém perfeito? Não. É só prestar atenção. É só ativar o seu desconfiômetro. Todo mundo tem seu momento de fúria. Todo mundo um dia explode. Se nunca explodiu, explodirá. Acredite. Por mais calmo que seja. O “concordar” com tudo o tempo todo é bondade demais para um ser humano, mesmo se este for o “Papa”, afinal até ele discorda e tem opinião PRÓPRIA.
Pessoas que se mostram boazinhas o tempo todo e vivem fazendo propaganda disso, normalmente são dignas de uma boa observação. Sabe quando a pessoa é efusiva demais? Muitos abraços, muitos sorrisos…Fazem-se de bobos para se dar bem com os outros e NUNCA agradecem OLHO NO OLHO.
A propaganda que vendem é a de que possuem um ótimo coração e são as melhores pessoas deste mundo. Ah, e sempre concordam com tudo. Em absoluto.
A realidade é uma só. Ninguém faz nada de graça pra ninguém.
Alguma vantagem o “bonzinho demais” quer. Ou esta bondade toda tem haver em querer agradar a família para conquistar o marido, ou na pior das hipóteses para puxar o tapete alheio.
Sorte daqueles que possuem amigos “rebeldes”. Rebeldes de se “rebelar” mesmo. Daqueles que falam tudo o que pensam na hora, discutem, tem opinião formada e nunca escolhem o verde porque você gosta de verde. Amigo não é aquele que passa a mão na sua cabeça o tempo todo e sim aquele que briga, discute e te empurra pra frente a base do tapa, se descobrir que só assim você vai conseguir entender. Não quero semear a discórdia, mas comece a reparar naquele seu pseudo-colega que vive puxando seu saco, fazendo todas as suas vontades sem você pedir, que concorda até em ir para o Alasca contigo nas férias de verão, que está sempre pregando a teoria do “meu coração é enorme e eu tô aqui só pra agradar a tudo e a todos”. Sério. Alguma coisa este povo quer. E você só vai descobrir de duas formas: Ou no dia que esta pessoa conseguir o que queria (e daí você não vai servir mais pra nada) ou quando conseguir puxar seu tapete.

Rodeie-se de pessoas que pensam. Pessoas que tem opinião própria, que defendem o que pensa, que sabem pedir o que quer, que sabem falar não (sem medo de perder sua admiração), que se quiser fazer você de degrau pra conseguir alcançar o que quer, vai te pedir AJUDA e não lamber o seu chão.

CRÉDITOS: Tive a imensa alegria de escrever este texto à duas mãos (mãos direita!), com a ajuda da minha “quase” irmã Elaine Milanez, pelo qual tenho muito apreço. Pessoa que demonstra de verdade o quanto uma amizade é feita de milhões de puxões de orelha. Pessoa que eu tive o prazer de conviver desde o momento que me descobri “gente” e que ainda hoje muito me ensina. Obrigado!