Brasileiro que foi à Irlanda estudar desaparece em subúrbio de Dublin.

Brasileiro que foi à Irlanda estudar desaparece em subúrbio de Dublin.

Mãe de Caíque Trindade de Oliveira constatou desaparecimento no dia em que chegou ao país. Consulado do Brasil em Dublin está ciente e presta apoio à família.

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polícia irlandesa procura um brasileiro que está desaparecido em Dublin, capital do país, desde o último dia 6. O caso de Caíque Trindade de Oliveira foi divulgado pelas redes sociais por sua mãe, Valcleia Trindade, na segunda-feira (12).

Segundo a mensagem da mãe, Caíque, de 24 anos, saiu da casa onde morava desde fevereiro, na cidade de Clondalkin, subúrbio de Dublin, na manhã do dia 6, e não retornou.

“Sua carteira com dinheiro, cartão de crédito e Leap Card [bilhete de transporte público] foi encontrada no dia 7/3 em um mercado da rede Tesco próximo a casa em que estava morando”, diz a mensagem de Valcleia.

À reportagem, Valcleia disse que o programa de intercâmbio de Caíque, que havia começado há pouco tempo, incluía 6 meses de trabalho e estudo de inglês, e outros 2 de férias. Sua primeira opção era o Canadá, mas o país trabalhar com visto de estudante. Caíque também tentou ir para os EUA, mas não obteve visto.

Valcleia disse ao G1 que chegou na Irlanda na quarta-feira (8) e só então constatou o desaparecimento. Ela diz que comunicou então à polícia local, chamada Gardaí, a qual tem prestado apoio à família durante as investigações.

“Na Irlanda, toda a comunidade brasileira, e não só a brasileira, está todo mundo mobilizado pra achar o Caíque”, disse Valcleia, em mensagem de áudio para a reportagem. “Tomou uma dimensão muito grande aqui.”

“A gente tem espalhado cartazes. A gente forrou a cidade, o centro e o bairro onde ele mora [com os cartazes]”, contou a mãe, em áudio.

Valcleia também disse que demorou para divulgar o desaparecimento no Facebook para preparar a família antes, já que só o pai e a irmã, além dela, sabiam do ocorrido.

‘Desorientado’
Segundo o jornal “The Irish Times”, Valcleia disse que tomou a decisão de ir visitar o filho ao saber, por meio de colegas de quarto, que o filho não parecia estar bem.


“Eles me disseram que ele estava meio desorientado, que dava risada em um momento, mas que ficava chateado no outro. Foi quando eu decidi pegar um voo e trazer ele de volta ao Brasil comigo”, disse Valcleia ao “Irish Times”, com o auxílio de um tradutor, segundo o jornal irlandês