Como as famílias estão driblando a crise para manter os filhos em boas escolas

Como as famílias estão driblando a crise para manter os filhos em boas escolas

Desde que as famílias começaram a sentir os efeitos da crise nas contas de casa, ficou mais difícil para os pais manterem seus filhos em escolas privadas. Segundo a Federação Nacional das Escolas

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Desde que as famílias começaram a sentir os efeitos da crise nas contas de casa, ficou mais difícil para os pais manterem seus filhos em escolas privadas. Segundo a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), as instituições particulares perderam entre 10% e 12% das matrículas em 2016, por causa, principalmente, das dificuldades econômicas. Os efeitos foram sentidos especialmente nas classes C e D, que tinham aumentado seu poder de compra antes da crise, e, agora têm de driblar o aperto no orçamento.

A educação continua sendo prioridade. Por isso, pais que querem manter as crianças e adolescentes em instituições de qualidade estão buscando novas formas de acesso ao ensino. No Rio de Janeiro, a coordenadora do projeto Geração de Vencedores, Fernanda de Barros, percebe essa movimentação. “As famílias estão procurando escolas públicas tradicionais, como Pedro II, e colégios militares, que têm uma história de qualidade do aprendizado”, relata.

O programa Geração de Vencedores oferece um curso preparatório conhecido como Prezinho, voltado especialmente para esses alunos que querem estudar em instituições tradicionais e precisam passar nas provas de ingresso, que acontecem geralmente na ida para o sexto ano. “De um ano para outro, aumentou muito a procura, porque os pais que buscam escolas públicas também acabam colocando os filhos em preparatórios para reforçar o estudo. É uma forma de os pais manterem a qualidade do ensino”, explica Fernanda.

Para a aposentada Maria da Penha Rosa, de 66 anos, essa foi a chance de ver o neto, Daniel, de 12 anos, ingressar em uma escola de qualidade. O estudante cursou o prezinho ao longo de 2016, e ao final da preparação, conseguiu passar em dois colégios: no Pedro II e no Colégio de Aplicação da UFRJ, o CAP. Optou pelo primeiro. “Ele sempre foi um aluno nota 10. O Geração de Vencedores valeu muito a pena! Mesmo que ele não passasse, ele ganhou um reforço para a vida, aprendeu a estudar. Porque esses cursinhos dão esses incentivos!”, conta Maria da Penha.