CONFIRMADO! Ônibus não vão circular por 24 horas.

CONFIRMADO! Ônibus não vão circular por 24 horas.

A partir das 0h do próximo domingo (19/5), os ônibus coletivos não irão circular em Salvador. Daniel Mota, diretor do sindicato dos rodoviários, confirmou a informação, durante uma assembleia

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A partir das 0h do próximo domingo (19/5), os ônibus coletivos não irão circular em Salvador. Daniel Mota, diretor do sindicato dos rodoviários, confirmou a informação, durante uma assembleia realizada na manhã desta quinta (17/5). Ao mesmo tempo, também foi decretado o estado de greve, o que significa que a categoria pode deflagrar greve a partir de 72h após o anúncio oficial.

Esta decisão foi tomada, de acordo com Daniel, porque os patrões ainda não ofereceram o ajuste salarial para a categoria.

“A população pode ficar em casa, fazendo uma reflexão, uma caminhada, porque domingo não terá ônibus”, afirmou ele, pedindo que os passageiros entendam a situação.
Uma mesa de negociação entre os rodoviários e o patronato foi realizada na última quarta-feira (14/5), mediada na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), foi suspensa depois de não ocorrer um acordo entre as partes. Uma nova rodada foi marcada para segunda (21/5), na sede do órgão, na Av. Tancredo Neves.



“Não queremos prejudicar ninguém”, complementou o diretor, sugerindo que os usuários que vão trabalhar façam uso de “carona solidária”.
O sindicato dos motoristas e cobradores reivindicam 6% de reajuste no salário e aumento de 10% no tíquete. O patronato, entretanto, alega não ter condições de arcar com os custos adicionais.

Paralisação
No início da manhã da última quarta-feira (16/5), os rodoviários fizeram uma paralisação nas garagens do Consórcio OT Trans (Integra verde). Estas tem linhas que atendem diversas localidades de Salvador, como os bairros: Pernambués e Cabula. Cerca de 900 coletivos atrasaram sua saída das garagens.

Último ajuste
O último reajuste dos rodoviários ocorreu em maio de 2017. Na ocasião, a categoria desistiu de entrar em greve após aceitar aumento de 5% nos salários. A proposta foi colocada à mesa em reunião com os patrões pela MPT, que fez a mediação do acordo.