Corpo de possível detento é encontrado próximo a colônia penal.

Corpo de possível detento é encontrado próximo a colônia penal.

Equipes do plantão operacional ouviram tiros vindos da área de mata, na noite de sábado (14). Tiros para o alto foram disparados como advertência. Corpo está no IML para

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Equipes do plantão operacional ouviram tiros vindos da área de mata, na noite de sábado (14). Tiros para o alto foram disparados como advertência. Corpo está no IML para identificação.
Corpo de um possível detento foi encontrado na mata próxima a Colônia Penal Agrícola de Santa Izabel (CPASI), região metropolitana de Belém, na manhã deste domingo (15). De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe), o Instituto Médico Legal (IML) removeu a vítima para necrópsia e identificação.

A Susipe ainda informou que durante a noite de sábado (14), equipes do plantão operacional ouviram tiros vindos da área de mata. Comor reação, foram disparados tiros para o alto, em forma de advertência, pelos policiais do Batalhão de Policiamento Ambiental.

Um inquérito policial será aberto para apurar as circunstâncias do fato. A superintendência garante que ainda não é possível afirmar que os disparos tenham relação com a morte do possível detento. De acordo com a Diretoria de Administração Penitenciária, a unidade penal segue com a rotina normal, sem ocorrências.

Tentativa de fuga
No dia 10 de abril, um confronto durante tentativa de fuga do Centro de Recuperação Penitenciária do Pará (CRPPIII), terminou com 22 mortos, sendo 21 detentos, e um agente prisional. De acordo com a Susipe, cinco detentos eram custodiados da Colônia Penal Agrícola de Santa Izabel (CPASI), que faz parte do mesmo complexo. Segundo boletim publicado na noite de quinta-feira (12), eles participaram da ação que ajudaria a dar fuga aos detentos.

Um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) feito em fevereiro deste ano alertou para o risco de "resgate realizado com apoio externo" no Centro de Recuperação Penitenciária do Pará III (CRPP III). Em fevereiro, a unidade tinha 52% mais presos do que a capacidade: havia 660 detentos para 432 vagas. Sobre o assunto, a Segup afirmou que o centro precisa de "readequações arquitetônicas", mas que "não comprometem o seu funcionamento".