Defesa vai pedir habeas corpus de pastores presos por morte dos filhos no ES

Defesa vai pedir habeas corpus de pastores presos por morte dos filhos no ES

Irmãos Kauã e Joaquim foram estuprados e queimados vivos dentro de casa, segundo a polícia. O pastor George já está preso pelo crime e a pastora Juliana virou ré, acusada de

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Irmãos Kauã e Joaquim foram estuprados e queimados vivos dentro de casa, segundo a polícia. O pastor George já está preso pelo crime e a pastora Juliana virou ré, acusada de omissão.

A defesa dos pastores Juliana Sales e Georgeval Alves disse que vai entrar com pedido de habeas corpus para que eles respondam ao processo em liberdade, nesta quinta-feira (5). O casal está preso e é acusado pela morte dos irmãos Kauã, de 6 anos, e Joaquim, de 3.

As crianças morreram em um incêndio no dia 21 de abril deste ano, em Linhares. George, que é pai de Joaquim e padrasto de Kauã, foi acusado de estuprar, agredir e queimar as crianças.

Já Juliana foi presa porque, segundo denúncia do Ministério Público, foi omissa e sabia dos abusos que as vítimas sofriam. A pastora está presa em Minas Gerais e não há informações sobre a transferência dela para o Espírito Santo.

A advogada Milena Freire explicou que vai pedir a revogação da prisão de Juliana junto à 1ª Vara Criminal de Linhares e propor habeas corpus para ambos junto ao Tribunal de Justiça.

“No caso de Juliana, não temos nenhum indício de autoria que justifique a prisão dela. Ela não estava na cidade, não tinha como saber o que estava acontecendo. Não há nada no inquérito que indique que George destratava os menores e que Juliana sabia de algo”, disse Milena.

Já para pedir a liberdade de George, a defesa disse que vai questionar a motivação do pedido de prisão preventiva.

“Quando se decreta a prisão de alguém, existem fundamentos. Na de George, há a alegação de que ele conversava com testemunhas, que havia entrado na casa e desconfigurado os fatos. A gente vai pontuar e questionar a motivação do decreto de prisão”, disse.

Ainda de acordo com Milena, ainda não há uma informação exata sobre a transferência de Juliana para o Espírito Santo.

Pedido de prisão
A decisão judicial que determinou a prisão preventiva de Juliana e George diz que a pastora sabia dos “supostos abusos sexuais” sofridos pelos filhos, Kauã e Joaquim, e que ela e o marido tinham planos de usar a morte dos filhos como forma de ganhar notoriedade e ascensão religiosa.

“O pastor George, em parceria com a pastora Juliana, buscava uma ascensão religiosa e aumento expressivo de arrecadação de valores por fiéis e, para esta finalidade, ceifou a vida dos menores Kauã e Joaquim para se utilizar da tragédia em seu favor”, diz a decisão.

Em defesa, a advogada dos pastores, Milena Freire, disse que as mensagens de celular usadas pelo Ministério Público Estadual (MP-ES) para embasar o pedido de prisão preventiva do casal, foram retiradas de contexto, "causando uma distorção de informações”.