Segurança tenta impedir criança de almoçar em shopping na Bahia

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Segurança tenta impedir criança de almoçar em shopping na Bahia
Caso ganhou proporção após ser divulgado em um vídeo nas redes sociais




Segurança tenta impedir cliente de pagar almoço para criança em shopping na BA
Segurança tenta impedir cliente de pagar almoço para criança em shopping na BA - Reprodução

13.jun.2018 às 15h16
João Pedro Pitombo
SALVADOR
Um segurança do Shopping da Bahia, em Salvador, tentou impedir uma criança de receber um almoço que seria pago por um dos clientes do shopping nesta segunda-feira (11).

O caso ganhou proporção após ser divulgado em um vídeo nas redes sociais. No vídeo, o cliente Kaíque Sofredine discute com o segurança do shopping que quer impedi-lo de comprar um almoço para a criança.

“Meu trabalho aqui é não deixar ele comer”, afirma o segurança no vídeo, no que é replicado pelo cliente: “Ele vai comer sim. Ele é um ser humano como outro qualquer”.

Em um momento da discussão, o segurança tenta retirar a criança da praça de alimentação, mas é impedido pelo cliente.

O imbróglio foi encerrado após a chegada de um dos supervisores da segurança do shopping, que permitiu que a criança recebesse o almoço e sentasse em uma das mesas da praça de alimentação.


Em nota, o Shopping da Bahia pediu desculpas pelo ocorrido e informou que decidiu afastar o profissional que aparece no vídeo de atividades relacionadas a atendimento ao público.

“Mesmo não tendo nenhuma orientação do Shopping que suporte as ações tomadas pelo profissional, optamos por trabalhar a sua reabilitação. Além disso, ele foi advertido e segue para uma nova rodada de cursos e capacitações”, informou o shopping.

O estabelecimento ainda informou que “não houve nenhuma orientação para uma abordagem que fosse além de coibir ações de comércio informal e de pessoas (crianças e adultos) que tentam abordar clientes com pedidos de dinheiro, alimentos ou produtos”.

“A decisão do cliente é soberana e tem que ser respeitada, sem nenhuma ação violenta ou que gere constrangimento”, disse o shopping, que ainda repudiou “qualquer acusação de racismo institucional”